Formas de tratamento

Formas de Tratamento
O tratamento do Diabetes tipos 1 e 2 inclui as seguintes estratégias:
Educação de Modificação do Estilo de Vida que se baseiam em:

Alimentação Saudável           +          Exercício Físico              +         Medicamentos

ALIMENTAÇÃO

A alimentação é um dos pontos fundamentais no tratamento do Diabetes. Ela deve ser individualizada levando em consideração o estado nutricional do paciente e hábitos de vida, possibilitando o melhor controle metabólico. Seus objetivos são:

  •  Contribuir para a normalização da Glicemia;
  •  Diminuir os fatores de riscos Cardiovascular;
  • Fornecer calorias suficientes para obtenção e/ou manutenção do peso corpóreo saudável;
  •  Prevenir complicações agudas e crônicas.

ATIVIDADE FÍSICA
A atividade física é de fundamental importância e deve estar integrada na vida do paciente diabético devido aos benefícios do exercício à ação da insulina.

Ela contribui para a redução da glicemia e da necessidade de insulina e medicamentos, pois ela melhora a captação de glicose pelas células.

TRATAMENTO MEDICAMENTOSO
Os portadores de Diabetes tipo 1 têm que aplicar insulina diariamente o que envolve o uso de seringa e agulha, caneta de insulina, ou pode ser fornecida por uma bomba de insulina.

Bombas de insulina são usadas junto ao corpo em um cinto ou no bolso. Elas liberam insulina por meio de um “cateter” que a conecta a uma cânula colocada sob a pele e quantidades extras de insulina necessárias antes das refeições, dependendo do nível de glicose no sangue e da refeição.

A necessidade de insulina é diferente para cada pessoa e deve ser adequada ao estilo de vida e tipo de atividade física.

A terapia deve ser monitorada pelo paciente através de testes de glicemia com aparelhos – glicosímetros e com o tratamento intensivo com várias doses de insulina ao dia, seguindo orientação de um médico endocrinologista.

O paciente portador de diabetes tipo 2 faz o tratamento medicamentoso quando necessário. Esses medicamentos podem agir aumentando a secreção de insulina ou melhorando a ação da insulina e deve ser individualizado.

Usam-se hipoglicemiantes orais e, eventualmente haverá necessidade de introdução de insulina nos casos em que o tratamento não está sendo eficaz em atingir os objetivos de glicemia adequada.

O CONTROLE DA GLICEMIA É FUNDAMENTAL NA BOA QUALIDADE DE VIDA E PARA EVITAR O APARECIMENTO DE COMPLICAÇÕES FUTURAS.

NPH Ampola

Nph Ampola

“No meu caso que sou DIABETICA TIPO 1, insulina dependente, comecei o meu tratamento utilizando a INSULINA HUMULIN NPH, aplicando duas vezes ao dia: uma pela manhã e outra à noite( ao deitar). Somado a isso utilizava também a insulina de ação rápida, a HUMALOG nos horários das refeições.

Nph Refil

Nph Refil

A quantidade de insulina administrada nas refeições é calculada através da CONTAGEM DE CARBOIDRATOS.A insulina NPH é fornecida GRATUITAMENTE pelo governo em forma de ampola(foto1)ou  refil(foto 2)para caneta, porém é uma insulina muito antiga… e que nos deixa com uma rotina muito rígida de alimentação proporcionando também muitas hipoglicemias durante o dia devido aos seus picos. 

Hoje existem insulinas bem melhores em sua atuação que são a LANTUS e a LEVEMIR.

Demorei um pouco a sair da insulina HUMULIN NPH por alguns motivos: 1º que era fornecida gratuitamente. Como tinha um controle satisfatório com essa insulina nunca pensei em mudar e passar a pagar R$90,00/3refis (preço agora em 2012) em cada ampola e em 2º lugar a minha antiga médica endocrinologista NUNCA me sugeriu…então …já viu né?! A FALTA DE INFORMAÇÃO aparece como um fator negativo na melhoria do tratamento.

Após mudar de endocrinologista, em outubro de 2011, Dra. Damaris Lopes ( uma médica MARAVILHOSA) me sugeriu trocar de insulina e me explicou que valeria muito a pena fazer esse investimento para ter uma melhor qualidade de vida. E é justamente isso que devemos SEMPRE buscar em nossas vidas: QUALIDADE! Passei então a usar a Levemir ( caneta descartável-foto 3). Realmente a mudança foi CONSIDERÁVEL. As hipoglicemias diminuíram bastante e o controle teve uma melhora significativamente. Para vocês terem uma ideia da melhora a minha hemoglobina glicada saiu de 9,8% para 7,8%, mas ainda assim não está dentro dos padrões exigidos que é 6,5%, porém uma redução de 2% é MUITA coisa em 3 meses. Mas ainda existia algo que me incomodava bastante que era a RIGIDEZ nos horários de aplicar as insulinas e a frustração de mesmo com toda a dieta e exercício  não conseguir chegar ao padrão. Um outro ponto bastante complicado para mim é era no trabalho, pois quando tinha alguma reunião começava a ficar preocupada e tensa com medo do açúcar abaixar demais pois já tinha passado da hora de comer. Pela manhã, as vezes queria dormir até mais tarde, mas tinha que acordar no horário para tomar a insulina e a noite, por volta das 22:00 tomava novamente….Então imaginem essa rotina TODOS os dias…NÃO TEM QUEM NÃO SE ESTRESSE…passar por um procedimento rígido todo santo dia!

Relatando isso para Dra. Damaris ela me sugeriu conhecer a BOMBA DE INSULINA, que é o que há de mais moderno na terapia para diabetes TIPO 1. Como eu sempre TENTEI controlar a diabetes, sempre fiz as medições de açúcar diariamente, as contagens de carboidratos, para ela eu era uma paciente com perfil para 

utilizar essa terapia.  Sai do consultório bastante pensativa…  Como assim uma bomba de insulina ? Um equipamento acoplado 24horas ao meu corpo? Assunto para o próximo post!

beijos e bom final de semana! 🙂

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