Tipos de diabetes

Tipos de diabetes:

Há três tipos de diabetes: diabetes tipo 1, diabetes tipo 2 e diabetes gestacional.

Diabetes tipo 1 – É também conhecido como diabetes insulinodependente, diabetes infanto-juvenil e diabetes imunomediado.  Neste tipo de diabetes a produção de insulina do pâncreas é insuficiente  pois suas células sofrem o que chamamos de destruição autoimune.  Os portadores de diabetes tipo 1 necessitam injeções diárias de insulina para manterem a glicose no sangue em valores normais. Há risco de vida se as doses de insulina não são dadas diariamente. O diabetes tipo 1 embora ocorra em qualquer idade é mais comum em crianças, adolescentes ou adultos jovens.

Diabetes tipo 2 – É também chamado de diabetes não insulinodependente ou diabetes do adulto e corresponde a 90% dos casos de diabetes.  Ocorre geralmente em pessoas obesas com mais de 40 anos de idade embora na atualidade se vê com maior frequencia em jovens , em virtude de maus hábitos alimentares, sedentarismo e stress da vida urbana. Neste tipo de diabetes encontra-se a presença de insulina porém sua ação é dificultada pela obesidade, o que é conhecido como resistência insulínica, uma das causas de HIPERGLICEMIA. Por ser pouco sintomática o diabetes na maioria das vezes permanece por muitos anos sem diagnóstico e sem tratamento o que favorece a ocorrência de suas complicações no coração e no cérebro.

Diabetes Gestacional – A presença de glicose elevada no sangue durante a gravidez é denominada de Diabetes Gestacional.  Geralmente a glicose no sangue se normaliza após o parto. No entanto as mulheres que apresentam ou apresentaram diabetes gestacional, possuem maior risco de desenvolverem diabetes tipo 2 tardiamente, o mesmo ocorrendo com os filhos.

fonte: http://www.diabetes.org.br/tipos-de-diabetes         

A descoberta…

A descoberta…

Sou Laiara, arquiteta, hoje com 31 anos, casada, baiana. Mas a diabetes começou a fazer parte da minha vida em 2007, exatamente no mês de março.

Lembro que antes do mês de janeiro aqui em Salvador, em pleno verão,o calor estava extremo e eu não parava de beber água no trabalho. Ficava o tempo todo perguntando para os meus colegas se eles estavam sentindo sede, e como era verão e os verões aqui são bem quentes, todos bebiam muita água também. Mas eu me sentia cansada, emagrecendo, sem disposição, juntamente com isso começaram a aparecer uns furúnculos na minha pele.

Minha mãe, sempre muito cuidadosa me aconselhou a ir a um médico. Como estava perto do carnaval, deixei para ir após as festas, como uma boa baiana louca por festas… e assim fiz.

Procurei uma dermatologista, a qual já me acompanhava a 6 meses e ela pediu para fazer um exame de sangue. Fiz tranquila e sem preocupações. Como de costume, peguei o resultado e abri…Lá estava 295mg/dl. Não entendi direito… No outro dia levei a minha médica e ela se assustou com o resultado.

Como a 3 meses atrás havia feito exames de glicemia e estava normalíssimo, a minha médica pediu que eu repetisse o exame supondo o laboratório ter errado, e lá fui eu novamente. 2º Exame, resultado 305mg/dl. Nem passou pela minha cabeça a ideia de ter Diabetes e ainda uma doença crônica e sem cura. Na mesma hora, a minha dermatologista  me encaminhou para uma endocrinologista, solicitando uma consulta de urgência.

Lá a Dra., que prefiro nem dizer o nome, me diagnosticou diabética da pior forma possível. Me disse que eu era diabética, que iria usar insulina o resto da vida, que não poderia mais fazer as unhas, que não poderia mais comer doce, que as hipoglicemias seriam sensações horríveis, que a minha vida seria radicalmente mudada…um terror e milhões de outras coisas.

Como qualquer ser humano normal, entrei em desespero. Ainda no consultório só fazia chorar, chorar, chorar e chorar… e minha mãe, Ana, sempre ao meu lado pedia para eu me acalmar que tudo ia dar certo. E assim eu fui me acalmando e comecei a ouvir as orientações daquela médica tão desumana…(quanto a essa médica, prefiro nem relatar mais nada, pois foi uma das piores experiências da minha vida). Lógico que mudei e endocrinologista!!!

Sai do consultório, comprei a caneta, a insulina, o glicosimetro( medidor de glicemia) e comecei o tratamento dia após dia com o meu kit de sobrevivência.

Fui a uma nutricionista, Dra. Marisa Gonçalves. Essa sim uma excelente médica que me orientou na contagem de carboidratos, me liberando a comer tudo, mas com a devida moderação. Comecei tomando a Insulina NPH e consegui resultados satisfatórios.

É engraçado que não nos damos conta de tão frágeis e tão fortes podemos ser ao mesmo tempo. Frágeis por sermos vulneráveis o tempo todo à doenças, ao tempo, a crimes, fatalidades, destinos, surpresas…e FORTES por possuirmos uma força tão grande quando queremos superar obstáculos, quando somos obrigados a fazer escolhas decisivas, quando passamos a entender a dependência que temos de TUDO na vida e não só a um tipo de medicamento que nos mantém vivo.

Nós, seres humanos, somos dependentes da alimentação, do sono, do trabalho, do dinheiro, dos amigos, da família, do carinho, do amor, da solidariedade, do companheirismo, da gratidão, do elogio, da política…tudo isso é nos apresentado pouco a pouco no decorrer da vida e nós vamos nos ajustando, nos acostumando, nos moldando às leis, às regras para conviver com tudo isso… e assim devemos ser com a DIABETES. É uma doença que nos é apresentada, que nos impõe regras, leis, ajustes, disciplina  e determinação  as quais vamos nos moldando, nos acostumando e aprendendo a conviver  e incorporando-a a nossa rotina diária.

Para nós portadores da DIABETES TIPO I, que somos além de dependentes de medições diárias de glicemias, dependentes da insulina, somos dependentes do conhecimento, do avanço tecnológico, das políticas públicas sérias relacionadas à saúde, da seriedade dos nossos governantes para que possamos ter dias melhores e mais humanos para os portadores de doenças crônicas.

É com esse pensamento e esperança de conquistarmos dias melhores e com o objetivo de ter mais conhecimento e poder trocar e levar informações a todos PORTADORES DE DIABETES , ou  para aqueles que possui parentes, amigos, filhos , vizinhos, conhecidos portadores dessa doença que resolvi criar esse blog.

Uma das maiores barreiras da DIABESTES TIPO I é a falta de informação!